sábado, 10 de março de 2012

Palestra sobre saúde Bucal na turma do Acelera da Tia vanderly





                A Turma da Aceleração Da Escola Laura de Sousa Oliveira receberam a Equipe da Saúde: Secretária , dentista e auxiliares  a qual promoveram palestra sobre saúde Bucal, Ensinaram na prática como se escova os dentes e entregaram o KIT DE SAÚDE BUCAL .
                   A turminha do Acelera agradece a todas as orientações .




HINO DA CF 2012 LETRA

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia da Mulher na Genesio Pinto Ramalho


              A Escola Genésio Pinto Ramalho de Nova Olinda PB Comemorou neste dia 8 de março de 2012
O Dia Internacional da Mulher .
               As comemorações aconteceram no horário da aula  nos turnos manhã ,  tarde e noite .
             No turno da Tarde foi marcante para as mulheres que foram acolhidas com palavras de boas vindas e   ainda homenageada pelo coral dos professores   cantando A música MULHER  de Erasmo Carlos ,
na sequencia houve desfile das alunas representando as mulheres nova-olindenses  , concluído assim as comemorações com o bingo de um celular .
                           Assim fica os parabéns pra todos da Genésio Pinto Ramalho Que trabalha Pelo engradencimento da Escola.


ACOLHIDA 

CORAL DOS HOMENS 

Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas...
Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça...
Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito...
O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher...
Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção...
Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés...







Desfile

Bingo de um celular .

Sala de Aceleração da Tia vanderly

Rotina da Aula Da Aceleração

Escola Municipal de Educação Básica Professora Laura de Sousa Oliveira



Turma: Aceleração
Turno :Manhã
Professora : Maria Vanderly Silvino



Acolhida
1. Entrega de lembrancinhas .








.
2.Dinâmicas dos sentimentos.
3.Musica : Qual é o seu nome eu quero saber ,eu me chamo vanderly e quem é você , me chamo .........com muito prazer de agora em diante amigos vamos ser .Roda3x pé 3x anda de mãos dadas quem amigo é 2x.

 4.Música fico assim sem você.
Avião sem asa,Fogueira sem brasa,
Sou eu assim, sem você
Futebol sem bola, Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim, sem você...
Porque é que tem que ser assim? Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante .Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...
Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho,
Sou eu assim sem você Circo sem palhaço,Namoro sem abraço,
Sou eu assim sem você...
Tô louco prá te ver chegar.Tô louco prá te ter nas mãos
Deitar no teu abraço.Retomar o pedaço.Que falta no meu coração...
Eu não existo longe de você.E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver,Mas o relógio tá de mal comigo
Por que? Por que?
Neném sem chupeta,Romeu sem Julieta,
Sou eu assim, sem você Carro sem estrada,Queijo sem goiabada,
Sou eu assim, sem você...
Você...
Porque é que tem que ser assim? Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes Vão poder falar por mim...
Eu não existo longe de você E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas prá poder te ver, Mas o relógio tá de mal comigo...


 5.O garotinho chamado amor
Era uma vez um garotinho chamado AMOR.
AMOR sonhava sempre com a PAZ.
Em certo dia, descobriu que a vida só teria sentido quando ele descobrisse a PAZ e, foi justamente neste dia que o AMOR saiu a procura da PAZ.
Chegando no colégio onde estudava, encontrou os seus amigos que tinham um SORRISO nos lábios e foi nesse momento que o AMOR começou a perceber que o SORRISO dos amigos transmitia a PAZ, pois sentiu que a PAZ existe no interior de cada um de nós, para isso, basta saber dar um SORRISO.
Mas, ele continuava com os seus pensamentos a vagar, e a turma gritou bem forte:
AMOR, AMOR, você encontrou a PAZ que procuravas?
Mas AMOR sabia que a PAZ não estava apenas em SORRISO.
Aí ele foi para a IGREJA e encontrou JESUS.
Agora ele sabia onde estava a verdadeira PAZ.
E novamente perguntaram a ele:
AMOR, você encontrou a PAZ que procurava?
AMOR respondeu com muita ALEGRIA. Sim encontrei a PAZ, pois ela está em JESUS e se JESUS está em cada um de nós, encontramos a PAZ.

6.Hino de Pedra Branca.
Autor ; Antônio Epaminondas de oliveira

Pedra Branca cidade bonita /
tal qual encanto do luar /
És dona de uma gente bendita /
que luta sem recuar /
A tua bela posição geográfica /
Desfaz a ira do algoz e/
E estimula nos intensamente /
Reforçando a nossa voz./
Por ti Pedra Branca ,nós morreremos/
Se acaso for necessário .
nós  te amamos e sempre te amaremos !
Es proeza da arquitetura /
De Adauto teu construtor ,
O qual por ti lutou de forma heroica
Com singileza e amor .

A solidez da pedra é o símbolo /
Da força unida e coragem ;
O branco traduz a paz entre todos
numa explicita mensagem.
Por ti Pedra Branca ,nós morreremos/
Se acaso for necessário .
nós  te amamos e sempre te amaremos !

Salve o trigésimo dia  de março /
Dia em deus te libertou ;
Foi assim que a tua glória brilhou;
Na unamidade e no abraço.

Sob o impulso da liberdade
Nós teus filhos com fervor
Cantamos livres da desigualdade /
Mostrando teu valor .
Por ti Pedra Branca ,nós morreremos/
Se acaso for necessário .
nós  te amamos e sempre te amaremos !



7. Música .
Toda criança tem que saber que não deve se esquecer .
Respeitar o coleguinha 2x eu e você e todos nós 2x
... segue não riscar as paredes ,não sujar a sala...
8.Música 
Seja bem vindo bem vindo bem vindo seja olê...
9.Brincadeira .
Carrossel azul que cor você quer seu picolé...

10.Música aos olhos do pai .
Aos olhos do Pai/ Você é uma obra-prima
Que Ele planejou/ Com suas proprias mãos pintou
A cor de sua pele/Os seus cabelos desenhou
Cada detalhe/Num toque de amor

Você é linda demais Perfeita aos olhos do pai
Alguém igual a você nao vi jamais/princesa linda demais
Perfeita aos olhos do Pai/Alguém igual a você não vi jamais

Nunca deixe alguém dizer
Que não é querida
Antes de você nascer
Deus sonhou com você!

Nunca deixe alguém dizer
Que não é querida
Antes de você nascer
Deus sonhou com você!

Você é linda demais
Perfeita aos olhos do pai
Alguém igual a você nao vi jamais
princesa...
Aos olhos do Pai




 11.Entrega de chocolates .’’ Dia da mulher .

12.Oração da família
 Correção do para casa: -
 Na lousa
Individual
Em grupo

Ideem


Curtindo as leituras:


1. Leitura o Passarinho Rafa com Antecipação
2.Leitura o porquinho feio;
Era uma vez uma mamãe pata que tinha cinco filhotes.   Quatro deles eram os patinhos mais lindinhos, fofinhos e amarelinhos que você pode imaginar. 
            Mas o quinto era cor de rosa, tinha focinho e um rabinho enrolado. “
             “Ele é muito crescido para a sua idade”, pensava mamãe pata.
               “Será que ele é um filhote de peru como todos dizem?  “Mamãe pata levou seus filhotes para a aula de natação no lago. Todos os patinhos pularam logo na água, até o cor de rosa, apesar de ele não nadar tão bem como seus irmãos.“ Bem, aquele patinho com certeza não é um peru!”, pensou sua mãe.
                  No dia seguinte, chegou a hora de grasnar. Mamãe pata soltou um QUAC e cada um de seus filhotes a imitou. Mas, quando chegou a vez do patinho cor de rosa, no lugar de QUAC, ouviu-se ÓINC!
            ―Ele não é um pato! –gritaram todos. ―Ele é um porquinho feio, e não pertence ao nosso meio! E, assim dizendo, enxotaram o porquinho dali. Cansado, faminto e abandonado, o porquinho feio vagou durante vários dias em busca de um novo lar. Mas nem o passarinho lhe dava atenção.
                   Suma daqui, seu porquinho feio! – gritavam, assim que o viam. Um dia, o porquinho feio chegou a uma fazenda, e viu alguns porcos. Aproximando deles falou:― Eu sei que sou um porquinho feio, mas será que posso ficar aqui, morando com vocês?― Um porquinho feio?! – eles exclamaram. 
           ―Você é o porco mais lindo que já vimos! E, daquele dia em diante, ele viveu feliz para sempre.(Sugald Steer – São Paulo:Brinque-Book,1999)

Interpretação do texto
1 – Quem são os personagens da história?

2 – Qual foi a primeira lição que a mamãe pata ensinou a seus filhotes?

3 – Quando foi que a mamãe pata descobriu que o porquinho não era um pato? Por quê?

4 – O que a mamãe e os patinhos fizeram com o porquinho depois da descoberta? Assinale a resposta correta:
( ) Ensinaram o porquinho a ser como um pato.
( ) Mandaram o porquinho embora.

5 – Quanto tempo o porquinho vagou à procura de um novo lar?

6 – Em que momento da história o porquinho conseguiu ser feliz?

7 – A história conta que nem um passarinho quis lhe dar atenção. Copie da história o que o passarinho disse a ele.




Beijão da Tia Vanderly

3.Feita pela aluna do livro que levou para casa.
4.Livro Diga Paz
Letra da Música Fico assim sem você
5.Pela aluna
6.O rato e a ratoeira
Programa Aceleração da aprendizagem
Aluno(a)______________________________________________________________O Rato e a Ratoeira

Numa planície da Ática, perto de Atenas, morava um fazendeiro com sua mulher; ele tinha vários tipos de cultivares, assim como: oliva, grão de bico, lentilha, vinha, cevada e trigo. Ele armazenava tudo num paiol dentro de casa, quando notou que seus cereais e leguminosas, estavam sendo devoradas pelo rato. O velho fazendeiro foi a Atenas vender partes de suas cultivares e aproveitou para comprar uma ratoeira. Quando chegou em casa, adivinha quem estava espreitando?

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.

Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.

Correu para a esplanada da fazenda advertindo a todos:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!

A galinha disse:

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e disse:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !

- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:

- O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !

Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.

A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.

No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro chamou imediatamente o médico, que avaliou a situação da esposa e disse: sua mulher está com muita febre e corre perigo.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.

Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.

A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Moral:
“Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.”
Beijão Tia Vanderly.

7.Gravura  Respeito 

8.Visita ao circo  e recontar .

9.Leitura da letra do hino de Pedra Branca
10Histórico do dia da mulher
Desenvolvimento das Atividades:

Palavras com ‘’ss’’,

Aceleração da Aprendizagem 
Professora :Vanderly 
Data ---------/----------/---------

 Dúzia e meia dúzia Palavras  com Qu




 Plavras com Qu 


dezenas .
Palavras com dr
Números pares e impares
S com som de z
Adição com material dourado

Problemas de adição
Subtração
Acróstico Dia da mulher
Leitura de palavras com F ,B Lh ,Nh
Aplicação da provinha.


A origem de Pedra Branca
Texto Mariana de de Bartolomeu Campos
Revisão do dia: Perguntas  .
frases
Para casa:
 Histórias em quadrinhos
Recorte e colagem de palavras com qu
Transcrição
Contas De adição
Formação de palavras .
Recorte e colagem de gravuras
Retirar Palavras no texto  lido
Auto ditado






sábado, 4 de fevereiro de 2012

Inicio ao ano letivo

Dez mandamentos para o professor

George Pólya (1887-1985)
Professor húngaro, teórico do ensino da Matemática
  1. Tenha interesse por sua matéria.
  2. Conheça sua matéria.
  3. Procure ler o semblante dos seus alunos; procure enxergar suas expectativas e suas dificuldades; ponha-se no lugar deles.
  4. Compreenda que a melhor maneira de aprender alguma coisa é descobri-la você mesmo.
  5. Dê aos seus alunos não apenas informação, mas know-how, atitudes mentais, o hábito de trabalho metódico.
  6. Faça-os aprender a dar palpites.
  7. Faça-os aprender a demonstrar.
  8. Busque, no problema que está abordando, aspectos que possam ser úteis nos problemas que virão - procure descobrir o modelo que está por trás da presente situação concreta.
  9. Não desvende o segredo de uma só vez - deixe os alunos darem palpites antes - deixe-os descobrir por si próprios, na medida do possível.
  10. Sugira; não os faça engolir à força.
Ao formular os mandamentos, ou regras, acima, tive em mente os participantes das minhas classes, professores secundários de Matemática. Entretanto, essas regras se aplicam a qualquer situação de ensino, a qualquer matéria ensinada em qualquer nível. Todavia, o professor de Matemática tem mais e melhores oportunidades de aplicar algumas delas do que o professor de outras matérias.
Publicado na Revista do Professor de Matemática, da Sociedade Brasileira de Matemática, nº10, 1º semestre de 1987.

Só aprende quem tem fome

Ricardo Prado entrevista Rubem Alves
O psicanalista e educador diz que nossas escolas dão a faca e o queijo mas não despertam a curiosidade das crianças. Para ele é preciso fugir dos programas rígidos.
O escritório onde Rubem Alves trabalha como psicanalista e escreve seus livros e crônicas existem duas tabuletas de madeira penduradas nas portas. Na primeira lê-se a inscrição latina "Tempus Fugit" (o tempo passa). Formado em Filosofia pela Universidade de Princeton (EUA) e professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o inquieto autor e conferencista leva a sério a mensagem. A segunda inscrição, porém, revela outra faceta: "Carpe Diem" (aproveite o dia). Com efeito, apenas uma pessoa sem pressa, atenta aos detalhes, pode assombrar-se com uma casca vazia de caramujo e produzir textos que mesclam sabedoria, irreverência e lirismo.
Quem já leu suas bem-traçadas linhas, em livros, crônicas (publicadas nos jornais Folha de S.Paulo e Correio Popular) ou palestras sente-se estranhamente sacudido. Como se fosse necessário e possível aproveitar melhor o tempo e o dia. Fiel às duas tabuletas, Rubem Alves recebeu o editor especial Ricardo Prado em Campinas para falar sobre a perda de tempo nos programas curriculares escolares e sobre como transformar pequenos assombros em aulas produtivas.
Nova Escola: Nós vivemos uma época de muita violência, com atentados e guerra lá fora e assassinatos e sequestros aqui no país. Como o professor pode trabalhar essa questão?
Rubem Alves: Nossos professores são de matérias e a violência não faz parte de nenhum currículo; então, ele diz: "Isso não está no programa e nós precisamos cumpri-lo". Essa é uma das aberrações do nosso sistema educacional. Tudo vai depender da sensibilidade do profissional, de sua capacidade de pensar outras coisas que não sejam os conteúdos. Se ele for extremamente competente só na sua disciplina, será incapaz de responder às questões provocadas pela onda de violência. A grande pergunta é a seguinte: nós estamos formando educadores com competência para lidar com situações não previstas? Conhecer o programa é fácil; complicado é conhecer a vida.
NE: O senhor acha que os programas são muito limitadores?
Alves: Sim. Se alguém que leciona Matemática dissesse que sua cabeça só sabe pensar números estaria fazendo uma declaração de incompetência humana para viver. A Matemática é apenas uma pequena ferramenta para lidar com certos problemas. Sou a favor de acabar com os programas. Estou voltando de Alagoas, onde fiquei observando uns meninos lidando com pescadores. Andando pela praia comecei a pensar o currículo que eu montaria para estudar com aqueles garotos a estrutura das pedras, das conchas, as águas-vivas, os peixes, as redes, os barcos, o vento, a meteorologia. Se você chega lá e diz "hoje vamos estudar análise sintática", não tem nada a ver com a vida deles, eles não vão se interessar. Por esse mesmo motivo, sou contra laboratórios dentro de escolas. Na verdade, eles são uma boa maneira de enganar os pais, que ficam impressionados com os aparelhos, as luzes etc. Mas contam uma mentira, porque ciência não se faz dentro de um quartinho; se faz em todas as situações da vida, com cérebro e olho. Aquele monte de instrumentos e frascos só tem a função de melhorar o olho, mais nada! É preciso que os aprendizados estejam ligados às situações vividas, caso contrário tudo é esquecido.
"Nosso sistema de educação dá a faca e o queijo, mas não desperta a fome nas crianças"
NE: Os pais colocariam seus filhos num colégio com um modelo de ensino baseado em situações vividas, como o senhor defende?
Alves: Os pais, muitas vezes, são os piores inimigos da educação. A maioria não está interessada no aprendizado dos filhos. Só querem que eles passem no vestibular. Eu até compreendo, porque eles são movidos pela ilusão de que entrando na universidade seus filhos terão um diploma e isso vai garantir uma sobrevivência econômica digna - o que, aliás, não é verdade. O Ministério da Educação registra o aumento de matrículas nas universidades. Por quê? Porque educação é um negócio muito bom, todo mundo quer ter educação, ganhar dinheiro. Só que não há emprego para todo esse pessoal que está se formando. Veja o caso dos médicos aqui na região de Campinas, onde existem cursos na PUC Campinas, Unicamp, Universidade de Bragança e Jundiaí. Por ano, elas devem colocar no mercado uns 400 médicos - e eles não encontrarão trabalho.
NE: Voltando à questão da aprendizagem, como nós descartamos aquilo que é inútil?
Alves: Eu costumo brincar que o corpo é muito mais inteligente que a cabeça e ele carrega duas caixas. Uma é a "caixa de ferramentas", com tudo de que precisamos para resolver questões práticas. Só carregamos as ferramentas necessárias para as situações que estamos vivendo. Por exemplo, é idiotice um sujeito levar um furador de gelo para o deserto. Então, o corpo seleciona o que é realmente útil. Na segunda caixa estão os brinquedos, tudo aquilo que, não sendo útil, nos dá prazer e alegria: música, poesia, literatura, pintura, culinária, a capacidade de contemplar a natureza, de identificar a beleza nos jardins. Essas coisas não servem para nada, mas compõem a felicidade humana. Quem não as tem é uma pessoa bruta, estúpida, sem sensibilidade. Tudo o que não é ferramenta nem brinquedo é esquecido. Isso faz parte da sabedoria do corpo.
NE: Nossos professores trabalham mais com a "caixa de ferramentas"?
Alves: Eles nem sequer fazem a seleção correta das ferramentas. Como a gente aprende a lidar com elas? Eu aprendi a manejar um canivete porque vi meu pai descascando uma laranja e tive inveja daquilo. Ele então me ensinou a fazer o mesmo. Quando você busca ferramentas como resposta para problemas vitais, elas são maravilhosas e necessárias - e você percebe que não pode viver sem elas. Na escola, porém, o aluno entra numa oficina e dizem para ele: "Vamos aprender o que é martelo, serrote e prego". As ferramentas são apresentadas de maneira abstrata e divorciada da vida e isso é chato.
NE: Se a "caixa de ferramentas" é mal trabalhada, que dizer da "caixa de brinquedos"? Ela poderia trazer mais alegria à aprendizagem?
Alves: Na realidade, nossa educação dá atenção praticamente zero à "caixa de brinquedos". Mas note que a alegria não está só nela. É uma delícia saber usar uma ferramenta. Quando a gente era pequeno achava maravilhoso bater um prego na madeira. Usar o martelo com competência dava alegria. Um cozinheiro quando corta uma cebola chora, mas se sente feliz porque está usando com competência uma ferramenta. Nietzsche dizia que todos nós temos desejo de poder e isso não significa querer ser um general ou o presidente da República. Ele está dizendo que o homem quer ter habilidades para controlar a vida. E quanto mais você domina o poder, mais pode viver. As ferramentas dão esse poder e, sendo assim, são fonte de alegria. Mas eu preciso desejar fazer a coisa. Se for obrigado, não terei prazer.
NE: Essa alegria nascida da manipulação do conhecimento pode ser também física ou é apenas intelectual?
Alves: O filósofo francês Gaston Bachelard tem um texto que diz que somos uma civilização ocular. Trabalhamos e conhecemos com os olhos, não com as mãos. Às vezes eu brinco que os pensamentos começam com as mãos, estão ligados àquilo que a gente faz. As escolas, porém, estão concentradas apenas em atividades cerebrais. Falam em construtivismo, mas não o praticam. Aliás, todo mundo acha que isso é uma novidade, mas o Giambattista Vico, um filósofo do século 16, já falava que só podemos conhecer aquilo que construímos, com as mãos ou com a cabeça. Se a questão é essa, eu devo construir não só intelectualmente mas também de forma prática. É isso que desenvolve o prazer de fazer as coisas.
"A escola insiste em estragar a leitura. Ela deve ser uma coisa solta, vagabunda, sem relatórios"
NE: Uma boa aula começaria, então, com um enigma?
Alves: Antes de mais nada é preciso seduzir. Eu posso iniciar uma aula mostrando uma casca vazia de caramujo. Normalmente ninguém presta atenção nela, mas é um assombro de engenharia. Minha função é fazer com que os alunos notem isso. Os gregos diziam que o pensamento começa quando a gente fica meio abobalhado diante de um objeto. Eles tinham até uma palavra para isso - thaumazein. Nesse sentido, a resposta é sim, pois aquele objeto representa um enigma. Você tem a mesma sensação de quando está diante de um mágico, ele faz uma coisa absurda e você quer saber como ele conseguiu aquilo. Com as coisas da vida é o mesmo. Ficamos curiosos para entender a geometria de um ovo ou como a aranha faz a teia. Estou me lembrando da Adélia Prado, que diz assim: "Não quero faca nem queijo, eu quero fome". É isso: a educação começa com a fome. Acontece que nossas escolas dão a faca e o queijo, mas não dão a fome para as crianças.
NE: O hábito da leitura é um "estimulante de apetite"?
Alves: Eu digo que a educação teria completado sua missão se conseguisse despertar o prazer de ler. Por que os alunos não gostam de leitura? Primeiro porque a escola faz questão de estragá-la. E a leitura deve ser uma coisa solta, vagabunda, sem ter de fazer relatório. Ler um texto só para responder a um questionário de compreensão é horrível, estraga tudo. Eu tenho aconselhado as prefeituras e as instituições a desenvolver concertos de leitura, como existem os de piano. Para um concerto, todos têm de saber o texto praticamente de cabeça e para isso têm de ensaiar. Lendo, aprendem a gostar.
NE: Certa vez o senhor fez uma metáfora entre culinária e texto, mostrando que tem gente que presta mais atenção no prato lascado do que no sabor da comida. Isso vale para os professores?
Alves: Essa coisa que eu contei do sujeito que prestava atenção na lasca do prato e não no sabor da comida é verdade. Tem uma pessoa aqui em Campinas cujo esporte preferido é escrever longas cartas para os cronistas de jornal corrigindo os erros de português. Para mim, a questão da grafia certa ou errada é acidental. Penso como o Patativa do Assaré, que diz: "Eu acho melhor falar errado dizendo a coisa certa do que falar certo dizendo a coisa errada". A grande preocupação de quem educa deve ser o aluno, não a disciplina. E ele deve estar atento não às palavras, mas ao movimento do pensamento da criança. Mas esse negócio de prestar atenção no voo do pensamento me leva a outra questão. Nossas autoridades educacionais acham que vão melhorar a qualidade do ensino com cursos de capacitação que, sistematicamente, dão mais conhecimento para os professores. O que é preciso mudar é a cabeça deles. Nietzsche, meu filósofo favorito, dizia que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. Ou seja, o educador é parte de uma tarefa mágica, capaz de encantar crianças e adolescentes, o que é bem diferente de simplesmente dar aula. Dar aula é só dar alguma coisa. Ensinar é muito mais fascinante.
Entrevista publicada na revista Nova Escola, edição de maio de 2002